Na grande maioria das vezes é isso que existe no meu mundo:
. Estragar;
. Acordar;
. Desajeitar;
. Levantar;
. Pentear;
. Ir;
É irritante o fato d’eu nunca conseguir me expressar por inteira. E do quanto falo o que nem sempre era o que eu queria. Eu só queria ficar aqui, trancada nesse quarto, no frio constante das cinco da manhã. Parada, cansada, o corpo latejando de alguma dor nessa minha costa torta ou por eu me arranhar até ferir. Queria só ficar afundada nesses lençóis com cheirinho bom, como se tivesses sidos lavados há pouco. Sentir mais que ver, cor por cor, que essas cortinas daqui fazem no amanhecer. Queria ela Mar-ia (que de tanto - a- mar que tem, me dói) aqui, naquele soninho frouxo, pra eu falar baixo, pedindo perdão, enquanto dorme pra sempre. Enquanto a chuva não pára de cair lá fora. Enquanto tomo qualquer coisa de manhã, me despeço do quarto e vou descendo aquela escada que me deixa tonta. Enquanto pego a bicicleta e penso: preguiça que deu de ir viver hoje...
Um comentário:
Bonito =)
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